Protele tudo e seja feliz!

Getting_Things_Done

Um dos maiores defeitos que uma pessoa pode ter é protelar ações. Diariamente, problemas e mais problemas surgem, alguns aparentemente simples, mas que exigem uma solução – seja ela grande ou pequena, mas exige.

O mesmo se dá para as oportunidades. Por vezes, algumas delas passam diante dos nossos olhos e chega a ser engraçado o descaso que fazemos delas, sejam elas uma proposta de emprego, uma ideia interessante – que sequer colocamos no papel, um pedido de parceria, whatever.

Eu tenho essa mania. Sou péssimo para protelar as coisas, costumo deixar tudo “para amanhã” ou pra cima da hora. E o pior que nem é por comodismo: minha mente tem o péssimo hábito de achar que vou conseguir completar a minha tarefa aos 45 min do segundo tempo. Bizarro isso.

Sem querer, essa minha mania acaba refletindo nas minhas tarefas: vide o Pimenta sem atualizações constantes, os meus projetos na gaveta – e eu sem meter a mão na massa alegando falta de tempo e as tarefas do dia-a-dia que vou deixando passar para fazer depois (tirar a poeira do quarto por exemplo).

Sim, coisas relativamente simples e que tomam pouco tempo. Ah, mas a nossa mente… Cria uma dificuldade tremenda para aquilo, uma barreira do tamanho de um prédio de 300 andares, e fazer aquilo torna-se algo maçante, ou então, tão simples que é até idiotice perder tempo para completar a tarefa.

Isso é péssimo, principalmente para um blogueiro. Não, não é pelo fato de deixar de atualizar o blog, mas sim por perder o timing de determinados assuntos que poderiam fazer a diferença, sejam eles um serviço novo, uma descoberta interessante, um conhecimento compartilhado. E quando perde-se o timing, já era, o assunto já está batido demais para ser postado.

Vou dar um exemplo prático para vocês: uso a blip.fm já há um tempinho. Fui um dos primeiros brazucas a entrar por lá – digo, dessa leva. Os blips eram na sua imensa maioria em inglês, inclusive, blipava em inglês também, o que era bem legal.

Havia pensado em postar sobre o quanto é legal estar por lá, mas protelei. Tipo, “ah, depois posto”… E aí, o Brasil descobriu o blip, e falar sobre este serviço já se tornou algo obsoleto, é como chover no molhado.

Antes, ter mais de 50 ou 100 ouvintes era um mérito! Caramba, ver aquela estrelinha ao lado do seu avatar fazia bem para o ego, era feito para poucos. Porém, com a ploriferação do serviço… Agora é algo normal, simples, sem graça. Isso é fatídico. O foco acaba saíndo de quem tem a estrela para quem não tem.

O mesmo foi com alguns macetes que descobri para o WordPress. Caramba, tenho tantos posts na gaveta, e só falta ânimo para colocá-los aqui!

Não é a primeira vez que passo por esta dificuldade em postar. No último ano, isso se tornou algo constante, e eu fui protelando, protelando… e hoje, tenho um certo arrependimento por não postar freqüentemente, por não responder aos e-mails e comentários, e por não comentar em outros blogs, pelo simples fato de… achar que nunca tenho tempo. Por falar nisso, em um dos posts que fiz antigamente sobre esta minha dificuldade, um dos leitores daqui do Pimenta sugeriu que eu lesse o Getting Things Done e fosse feliz. Beleza, comecei a ler, mas parei nas primeiras páginas, alegando falta de… tempo. Chega a ser engraçado, para não dizer bizarro, estas armadilhas que uma mente contaminada pelo “amanhã eu faço” é capaz de fazer.

Tenho várias idéias – algumas delas bem interessantes – para pôr em prática. Uma delas é voltar a ser o Juarez de antigamente, postar pra caramba aqui, me divertir como sempre, comentar em outros blogs… Enfim, voltar a adotar a política da boa vizinhança. Pretendo colocar esta ideia em prática imediatamente, e voltar a sentir aquela falta tremenda quando ficava 1 dia sem postar por aqui.

Para finalizar, fica o meu conselho: não protele nada, nunca. Tenha sempre o hábito de concluir as suas pendências, por mais simples que elas possam parecer, sejam elas um post, uma tarefa, ou mesmo uma saída para tomar um ar.

Uma mente habituada à ação é muito mais sadia que uma mente habituada à reação  – e sim, é uma pieguice necessária. :)

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