Akinator – O Gênio da Internet

Certa vez, em uma palestra ministrada por Raphael Vasconcellos (diretor de arte da AgênciaClick) no 13º EWD promovido pela Arteccom aqui em Salvador, aprendi que o que o usuário gosta mesmo é de passar o tempo na Internet.

Não adianta fazer campanhas em busca de cliques se o usuário não “se divertir” na rede. O usuário quer interagir, dar risada, se emocionar, achar aquilo sensacional. Quanto mais interatividade existir, mais chances a campanha terá de ser um sucesso.

Ontem, recebi, de um amigo, um e-mail me apresentando o Akinator. Não sei se vocês já conhecem (eu não conhecia), mas eu achei a idéia sensacional! Faz qualquer um perder tempo em frente ao computador, de fato.

O Akinator se auto-entitula “o gênio da web”. É uma aplicação relativamente simples, mas com um banco de dados rigoroso por trás. Consta de um jogo de perguntas onde, antes de respondê-las, você pensa em qualquer personagem – real ou ficctício – e começa a responder a perguntas. Pode ser brasileiro, internacional, desenho, não importa: você responde a algumas perguntas e, quando menos espera… ZAP! Ó lá o que você pensou na tela!!! 😯

Não vou ficar na base do “como é que ele faz isso”, afinal, não tô afim de estragar a brincadeira. 😉 Mas que o resultado é interessante, ah, isso é. Quem não gosta de surpresas? 😀

TODAS que eu fiz ele acertou. Xuxa, o gênio de Alladin, Ronaldo Fenômeno, Homer Simpson e até mesmo o Papai Noel! PQP!!!

Se você for perceber, claro, há toda uma lógica por trás disso, assim como ele também pode errar; afinal, nem os gênios são perfeitos. O sistema está todo em inglês, mas existe a opção de ver o site em francês (bleh!) ou em espanhol. Escolha um idioma nas bandeiras ao lado, pense num personagem e responda às perguntas.

Divirta-se. Qualquer coisa, é só deixar um comentário do que achou! 😀

Acorda Blogosfera

Antes, um aviso: se você odeia palavrões e posts com altas doses de desabafo, por favor, não prossiga. Esteja avisado. Caso contrário, continue.irritado

O fato é que já estava pensando em escrever este post há algum tempo, mas ainda não vinha um motivo “concreto” que me fizesse tomar tal atitude.

Não preciso nem dizer que o meu conterrâneo, o Leo, escreveu um infeliz post falando sobre o estupro de uma menina de 13 anos que rolou aqui na Bahia, blablabla, e que o Anderssauro não gostou da atitude dele de esconder o post do feeds e do título em si, o Jânio entrou com a sua opinião, blababla. Vocês, acompanhantes de feeds devem saber desta história melhor que eu. Pra ser sincero, não sei nem quando rolou esta história, sei até que o chama deve ter se apagado, mas gostaria de expressar a minha opinião sobre o assunto.

De fato, o Leo errou, e errou FEIO. Puta que o pariu, a blogosfera virou uma merda de lugar onde a divisão das panelinhas dos revoltados e dos defensores está mais explícita que nunca. Virou um local onde ganhar dinheiro não é mais uma diversão ou um fato, ganhar dinheiro agora é questão de honra, custe o que custar, e foda-se o resto! Daí, vierão os rótulos de Hypes, Salsinhas, a Blogosfera, Umbigosfera, os Paraquedistas… E outros vários, que não tenho nem idéia, e nem quero saber. Ao invés de chamar, a blogosfera empurra cada vez mais. De um lado, os blogueiros… Do outro, os simpatizantes. E no meio, correndo como loucos, os paraquedistas.

Quando eu iniciei o Pimenta com Dendê (meu primeiro contato foi através da Nospheratt e dos textos do Cardoso), foi muito legal, pois estava descobrindo a blogosfera em si, os seus excelentes textos, a inteligência do pessoal, e quis fazer parte disso. Trabalhei muito, escrevi bons textos, lutei pela disseminação da cultura, mostrei que na Bahia também tem gente inteligente e tenho certeza que me tornei uma referência, ao menos nos cantos de cá.

Também sei que errei algumas vezes, claro – o que é uma vida sem erros? -, aprendi bastante, fiz muitos (e bons) amigos que mantenho sempre contato, estudei WordPress, estou com excelentes projetos na fila para a plataforma… Enfim, os blogs me deram um rumo. Se eu não tivesse feito aquele primeiro post há anos atrás, acredito que não estaria profissionalmente onde estou hoje, e onde estarei amanhã.

Mas… Ver todo aquele alicerce que te serviu de base um dia, ruir por terra, é muito foda. Ver que chega muito mais gente na blogosfera interessada em ganhar dinheiro do que em escrever bons textos como antigamente, é mais foda ainda. E ver que se discute até conduta para blogar, etc etc e etc, puta que o pariu, é o cúmulo!!!

Falando sobre o Leo, mais uma vez, digo que errou e tenho certeza que ele tem consciência disso. Mais ainda quando diz que “ah, eu fiz como experimento” (desculpa, cara, não sei se você falou a mesma coisa com este post), puta que o pariu, ninguém é burro. Agora, fazer todo um alarme em cima disso, quando muita gente faz a mesma coisa, e ninguém não tá nem aí – ou pior, muita gente não faz com medo do que os outros vão pensar – com licença, me dêem uma garapa.

Eu tenho os meus hypes sim. Escrevi, achei que seria como experimento – na verdade, foi sim, e deu certo :D – mas sei que também estava me enganando ao dizer isso, pois no fundo no fundo esperava que estes artigos indexassem bem e eu ganhasse uma grana com eles. Não gostaram? FODAM-SE. Escondi dos feeds sim, mas deixei na home do Pimenta com Dendê, quem quiser ver que veja.

“Ahhhh… Escondeu dos feeds… Que feio…” Escondi sim, até porque não vejo motivo para um leitor que se preocupou em assinar os meus feeds receba tal conteúdo. Além do mais, isso não é prática constante minha: foram apenas 4 ou 5 posts, exceto os explícitos, como o das Fotos da Gol do início do blog. Se a minha média fosse constante, aí sim, pensaria em abrir outro blog somente para hypes, mas não tenho saco para estar ligado na última calcinha aparecendo, ou no último texto cheio de trocadilhos ou – pior ainda – em mais um leitor decepcionado por não encontrar a sua mulher nua, bater uma punheta, gozar e ser feliz.

Mas, é realmente engraçado perceber uma coisa… TODO blogueiro tem as suas cartas na manga. A blogosfera virou um joguinho da verdade, desses onde os podres de cada um prevalecem. “Olha, você fala de mim, mas você também já fez isso!!!”, “olha… você não pode falar de mim, pois você já escreveu aquilo”, “olha, você não pode me chamar de viado, pois já peguei você dando o rabo”. Que merda, blogosfera! “Não, eu sou certinho, posso falar de você, pois nunca fiz isso”. Puta merda! É esse o “tão sonhado futuro da nação”? Dando o recado para o Leo, porra cara, se você fez as merdas, assuma sua porra, não fique dizendo que errou ou algo do tipo não, man. Se tem medo de cagar, não coma. Se não pode assumir o que fez, não faça!

Mudando de assunto, se todo mundo tem os seus podres, continuem fazendo as suas merdas e “deixem quem está queto queto”. Oh, não, você agiu errado, isso é feio, vou escrever um post comno-follow te criticando (como se PageRank e indexação fossem o pote no fundo do Arco-Íris… Que desgraça…) e ganhar alguns fãs pela minha atitude louvável. Anderssauro, meu brother… Você não acha que seria muito melhor chamar o cara “no canto”, através do formulário de contato que seja, e tentar abrir os olhos dele não? Não que eu não goste de polêmicas, mas a blogosfera tem se resumido a isso. Sempre que alguém pisa na bosta, tem alguém para apontar e dizer que está fedendo a merda. ACORDA, BLOGOSFERA!!!

É por estas e outras que eu me afastei, e me afasto cada vez mais desse movimento, ou sei lá o quê. Prefiro acompanhar somente os bons frutos, mas essa banda podre acaba estragando todo o sabor da fruta. Já cansei de tanta babaquice, tanto mimimi, tanto blablabla, tanta MERDA e tanto METABLOG nessa BLOGOSFERA. Era esse o meu recado.

Aproveitando, estou desassinando vários feeds que não me somam em porra nenhuma.

Aos meus leitores… Volteramos à programação normal em breve. :D

Música para relaxar…

Ok… Eu me rendo!

Durante todo esse tempo, todos são testemunhas da minha constante inflexibilidade para blogs generalistas, e do meu pavor a blogs à espreita do próximo hype para lucrar alguns trocados em cima do paraquedista.

Acontece que, nem sempre, as coisas na nossa vida saem como o esperado. Às vezes, o resultado dos me rendonossos projetos tendem a demorar bastante, e começamos a observar as coisas sob um outro aspecto. O que era ruim, mostra-se bom; o que era lamentável, mostra-se sensato.

Ser problogger é também ser empreendedor, é ser flexível, e principalmente, é ficar atento a qualquer tipo de informação ou oportunidade que possa somar algo para você e para os outros.

Há muito tempo atrás, quando lancei o Pimenta com Dendê, comecei o blog por começar, sem um projeto em mente. Simplesmente, registrei o domínio para fazer um blog onde falaria sobre assuntos do dia-a-dia, o que me viesse à cabeça, mas essa atitude negligente mostrou-se totalmente equivocada.

O meu orgulho e a minha relutância em falar sobre assuntos que pudessem atrair uma massa muito grande de paraquedistas – e, conseqüentemente, ser visto como um talibã pelos leitores daqui, e colocar minha reputação água abaixo – deixaram o HS Weblog MESES sem ter sequer um novo texto. Com o tempo, pela falta de conteúdo, isso veio acontecer com Pimenta… justo com o Pimenta!

Eu, que mantinha uma média de 1 post por dia aqui, estava invertendo tudo, e postando a cada 4 ou 5 dias. Os leitores e os comentários caíram, ou melhor, despencaram morro abaixo – proporcionalmente ao conteúdo. Logo agora, que eu estou no meu melhor momento, com tempo de sobra, com meu computador… mas sem motivação nenhuma para atualizar isso aqui, pra ser sincero. Resumindo: um blog, ou melhor, nada na vida vai pra frente se faltar motivação.

Portanto, senhoras e senhores, tenho uma notícia para dar para vocês. Mas, calma! Não vou fechar este blog, nem trocar de conteúdo, nem abrir um site de porcaria (hmmm… pelo menos por enquanto… muwahahaha!).

Convenhamos: um blog que fala sobre blogosfera não dá dinheiro. Bem, pelo menos não dá dinheiro suficiente, sozinho. Para se ganhar algum dinheiro com isso, você deve buscar outros nichos, outras vertentes, e ter jogo de cintura e humildade para aprender com os seus erros. Sendo assim, o HS Weblog é feito para um público mais abrangente, com tudo que o povo gosta, mas sem as dissertações acéfalas da maioria dos blogs deste tipo, porque aí já é apelar demais.

Percebi que esse lance de criar “uma imagem” por aqui é pura demagogia, e que ter mais de um blog na ativa é um ótimo exercício para melhorar os seus textos, pois você separa o joio do trigo, tornando-se cada vez mais versátil, além de conhecer um número maior de pessoas que podem te somar algo – ou não. Blogs generalistas podem ser bons sim, se o autor for capaz de dar vida ao assunto em pauta, e não escrever duas ou três palavras sobre o mesmo.

Portanto, acabou-se o meu preconceito com relação a blogs generalistas, e eu estarei fazendo parte, daqui pra frente, deste grupo, e postarei futuramente aqui se a experiência está sendo válida ou não. Quer queira quer não, eu mantenho meus blogs principalmente para ganhar dinheiro, e um blog “antenado” nos assuntos para este tipo de público é imbatível neste quesito.

Falarei sobre o próximo hype somente se achá-lo válido. Sigam-me os bons!

Como você escreve no seu blog?

Há algum tempo atrás, o Gino Netto me convidou para que eu falasse como eu escrevo no meu blog.

como escrever blog passo a passoCreio que todo blogueiro segue um método, algo como um ritual, uma rotina, para que seus textos fluam da maneira que lhe convir. Neste post, falarei um pouco de que maneira faço “nascerem” os meus posts.

1) Escolho o tema para o artigo

O primeiro e essencial passo para escrever os meus textos é definir um tema interessante. Geralmente, faço isso ao longo do dia, anotando em um caderno dois ou mais temas, e escolhendo um no final das contas, para ser trabalhado. O outro, se julgar interessante, deixo como pendência.

Se no outro dia ainda achar o tema sobressalente interessante, não titubeio: parto logo para a escrita.

2) Ligo o player e ouço uma boa música

Pode parecer controverso, mas não consigo escrever bem se não estiver ouvindo uma boa música. Para escrever, gosto de ouvir uma boa Electronic Music, ou mesmo algum bom Metal, às vezes passando até pelo New Age, como Deep Forest, Enya, e outros mais. A música, estando em background, auxilia no relaxamento e na inspiração de bons textos.

3) Leio bastante e anoto tudo o que for interessante

O terceiro passo é andar por aí em busca de informação relevante, algo que sirva para o tema que já tenho em mente. Só abro o Zoundry quando já tenho algo pra escrever, do contrário, me perco em minhas próprias palavras.

Além do mais, anoto tudo o que penso, com palavras-chave, pois o pensamento às vezes vem tão forte que o próprio punho não acompanha a minha linha de raciocínio.

4) Defino um bom título

Ao contrário do Gino, eu não deixo o título por último, ao contrário. Com o tema já em mente, o título é o primeiro a aparecer, e a partir dele escrevo o artigo.

O título, para mim, serve como uma trilha, que não deixa que você se empolgue e fuja do tema proposto. Sempre que sinto que estou fugindo do tema, olho para ele e retomo o fio da meada (às vezes, tenho o péssimo hábito de prestar atenção a 10 coisas ao mesmo tempo… Nada que um GTD não resolva).

5) Por vezes, escolho uma boa imagem para ilustrar o post

Quando sinto a necessidade, recorro ao Google Images para encontrar alguma imagem que tenha uma relação ao menos subliminar com o meu texto. Imagens fazem bem à leitura, dão vida e enriquecem o texto.

6) Escrevo com o dicionário do lado

Com todas as ferramentas em mão, parto para a escrita efetiva do texto. Deixo a minha mente me levar, junto à música, e quando me dou conta, já estou com o texto pronto. Por vezes, fico em dúvida da grafia de uma ou duas palavras, ou mesmo do seu significado, e recorro ao dicionário para sanar a minha dúvida, ou ainda ao Google.

Pois é, pode não parecer, mas o Google é um parceirão na hora de escrever textos. Quando estou em dúvida da grafia de uma palavra, por exemplo, digito-a no Google e, se estiver correta, surgirão milhões de resultados da mesma. Se não, a quantidade de resultados é bem menor, e, de quebra, levo uma dica do tipo: Você não queria dizer isso?

Exatamente. Obrigado, tio Google.

7) Reviso tudo o que escrevi, e faço as modificações necessárias

Após concluir o texto, reviso tudo, e modifico o que for necessário. Vez em quando, foi uma frase que ficou sem sentido, uma palavra que ficou em falta, etc. Depois, é só publicar.

Pronto. É isso aí. Você provavelmente deve ter se identificado (ou não) com muita coisa que escrevi aqui, pois também deve seguir o seu método pessoal para dar luz a seus textos.

Então? Como você escreve?